Pacientes afetados por mutirão oftalmológico ainda exigem esclarecimentos
Passado um ano desde o mutirão oftalmológico realizado no Hospital de Clínicas de Campina Grande, pacientes que tiveram complicações graves seguem sem respostas e aguardam providências. A ação foi promovida pelo programa Opera Paraíba e atendeu mais de 60 pessoas, segundo registros da iniciativa.
Durante os procedimentos realizados no mutirão, várias pessoas desenvolveram infecções oculares que resultaram em perda irreversível da visão. Entre os afetados está Marinildo Pereira, de 60 anos, que integra o grupo de vítimas que busca esclarecimentos sobre o que ocorreu durante a campanha.
Familiares e os próprios pacientes relatam falta de retorno sobre investigações e eventuais medidas reparadoras, mantendo a expectativa por explicações formais e por respostas das autoridades e responsáveis pelo mutirão. A queixa central é a ausência de informações claras sobre as causas das infecções e sobre possíveis responsabilidades pelo dano à saúde ocular dos participantes.
O mutirão, organizado no Hospital de Clínicas de Campina Grande pelo Opera Paraíba, tinha como objetivo oferecer atendimento oftalmológico a um grande contingente de pessoas. No entanto, após os atendimentos, um número não divulgado oficialmente de participantes apresentou complicações que, em alguns casos, culminaram na perda definitiva da visão.
Ao completar um ano do evento, os pacientes atingidos e seus representantes cobram avanços na apuração dos fatos e respostas sobre os procedimentos adotados na ação. Eles também afirmam continuar na busca por justiça e por esclarecimentos que possam explicar as circunstâncias das infecções que marcaram o mutirão.
Enquanto aguardam desdobramentos, os casos permanecem como lembrança do impacto que as complicações tiveram na vida dos atendidos e ressaltam a demanda por transparência em iniciativas de saúde em massa.
Com informações de Paraibaonline


