O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius, respondeu nesta sexta-feira (15) às críticas da oposição sobre o leilão que concedeu a prestação do serviço de esgotamento sanitário em 85 municípios do estado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) válida por 25 anos.
Em entrevista ao Programa Hora H, da Rádio POP FM e da Rede Mais, Marcus Vinícius afirmou que o projeto representa um aporte superior a R$ 3 bilhões, recurso que, segundo ele, deverá ampliar a cobertura de saneamento na Paraíba. O presidente disse entender que os questionamentos sobre a realização do processo em um momento pré-eleitoral, feitos pelo senador Veneziano Vital (MDB), decorrem do desconforto com os avanços que a iniciativa promete provocar no estado.
Marcus Vinícius também negou acusações de falta de transparência no procedimento de concessão. Ele afirmou que não procede a alegação de opacidade e ressaltou que o trabalho para ampliar o saneamento básico no estado vem sendo conduzido em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde 2021.
Sobre o leilão
O certame que concedeu a operação de saneamento da Cagepa foi realizado nesta sexta-feira (15) na sede da B3, em São Paulo. A empresa espanhola Acciona saiu vencedora e assumirá a gestão dos serviços em 85 municípios da Paraíba pelas próximas duas décadas e meia, abrangendo as regiões do Alto Piranhas e do Litoral.
O governador Lucas Ribeiro (PP) acompanhou o leilão presencialmente. A concessão estabelece que a Acciona ficará responsável pela administração e execução das obras e serviços de esgotamento sanitário no território contemplado ao longo do contrato de 25 anos.
Marcus Vinícius destacou que a formalização da PPP e os investimentos previstos visam ampliar o acesso ao saneamento básico no estado e que as ações estão sendo implementadas conforme o planejamento estabelecido com apoio técnico e financeiro do BNDES desde 2021.
Com informações de Maispb



