O aumento de casos de doenças respiratórias de origem viral tem provocado maior movimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cajazeiras, no Sertão paraibano, segundo reportagem feita nesta sexta-feira (15) pela TV e Rede Diário do Sertão. A elevação dos atendimentos coincide com o período de clima mais chuvoso da região, que vai de março a julho e tende a ampliar a circulação de vírus respiratórios.

Quem – Pacientes de diferentes idades têm buscado a UPA. A reportagem acompanhou o atendimento de Gerusa Lopes, moradora das Casas Populares, que levou a mãe, dona Josefa, com queixas de dor nas costas, tosse e dificuldade para respirar. O exame clínico indicou princípio de pneumonia; a idosa será medicada e permanecerá em repouso.

O que e quando – O mês de abril registrou um acréscimo nos atendimentos de adultos e crianças com sintomas gripais na unidade. Profissionais de saúde da região já se preparam para uma demanda maior neste período crítico do ano.

Como – Moradores ouvidos pela reportagem reforçaram a necessidade de cuidados preventivos, como ingestão de líquidos, uso de máscara e higiene das mãos com álcool gel, para reduzir o risco de contágio e evitar deslocamentos às unidades de emergência.

Dados epidemiológicos – Segundo o boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na quinta-feira (14), a Paraíba figura entre os dez estados em situação de alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O aumento das ocorrências tem sido impulsionado, principalmente, pelo vírus sincicial respiratório (VSR), agente associado à bronquiolite em bebês e crianças menores de dois anos.

Nos últimos 28 dias, o levantamento aponta que 41,5% dos casos por vírus respiratório foram atribuídos ao VSR; a Influenza A respondeu por 27,2% e o rinovírus por 25,5% dos registros.

Capacidade hospitalar – Em abril, aproximadamente 80% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Paraíba estavam ocupados por pacientes com síndromes respiratórias, tanto adultos quanto pediátricos, conforme informações do secretário de Saúde, Ari Reis.

Casos em outras cidades – Em março, a UPA e o Hospital Regional de Sousa registraram elevação nos atendimentos relacionados à chamada “virose da mosca”, transmitida por insetos. A direção das unidades informou que a média diária de pacientes passou de cerca de 180 para aproximadamente 300. Entre os sintomas relatados estavam diarreia, dor abdominal, vômito, náusea e febre.





As unidades de saúde mantêm medidas de vigilância e atendimento para responder ao aumento de demanda durante o período chuvoso.

Com informações de Diariodosertao