O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), reuniu vereadores da sua base para debater qual será o posicionamento do grupo em relação à segunda vaga ao Senado nas eleições deste ano. A decisão, segundo os participantes, será construída coletivamente pela bancada que sustenta a gestão na Câmara Municipal.
A primeira vaga na chapa liderada pelo ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) já está definida: o atual senador Veneziano (MDB) vai disputar a reeleição ocupando essa indicação.
Até recentemente, Leo Bezerra manifestava preferência pelo ex-governador João Azevêdo (PSB) para a segunda vaga. No entanto, o rompimento político com a direção estadual do PSB alterou o cenário: o prefeito perdeu o controle do partido em João Pessoa e parte da bancada socialista passou para a oposição na Câmara.
Sinais indicam direção para Nabor
Com a mudança na relação com o PSB estadual, aliados passaram a orientar Leo a apoiar o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), que é pré-candidato ao Senado na chapa de reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP), integrando a mesma composição que tem João Azevêdo.
Na reunião com vereadores, estiveram presentes nomes filiados ao Republicanos, o que reforça a hipótese de apoio a Nabor: Rebeca Sodré, Toinho Pé de Aço, Wamberto Ulysses e Marmuthe Cavalcanti. A manutenção dos vereadores Jailma Carvalho e Zezinho na oposição também é citada como indicativo das mudanças no arco de apoio municipal.
Em entrevista à rádio CBN, Leo confirmou que está “de malas prontas” para deixar o PSB e criticou o tratamento recebido por parte de lideranças do partido. Na mesma declaração, afirmou que não aceitará ser “boi de piranha” do PSB caso seja pressionado a votar no nome apoiado pelo governo na chapa de João Azevêdo.
Se formalizar o apoio a Nabor Wanderley, Leo contará com voto cruzado em parceria com a prima, a deputada federal Camila Toscano (MDB), que já declarou apoio, assim como a mãe dela, a prefeita de Guarabira, Léa Toscano (União Brasil).
O prefeito, entretanto, reafirmou o desejo de que qualquer anúncio sobre a segunda vaga ao Senado seja feito com o aval e sob o formato de “decisão de grupo”, deixando clara a intenção de construir a posição política em conjunto com sua base na Câmara.
Com informações de Jornaldaparaiba



