O caso da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, que foi encontrada morta no dia 13 desse mês no condomínio onde residia com o namorado na Aldeota, em Fortaleza, segue sob atenção pública e investigação. Na coluna Direto ao Ponto do programa Olho Vivo, transmitido pela TV e Rede Diário na segunda-feira (21), o advogado e jurista Renato Abrantes pediu que a apuração seja conduzida de forma técnica e rigorosa.

A perícia preliminar registrou que o corpo apresentava lesões compatíveis com o impacto contra o solo. Para Abrantes, porém, essa constatação isolada não esclarece a dinâmica dos fatos. Segundo o jurista, é necessário analisar imagens, ouvir testemunhas, confrontar depoimentos e reunir provas que permitam reconstruir o que ocorreu na noite em questão.

A mãe da vítima contou à imprensa que Isabelle manteve um relacionamento recente, de cerca de três meses, com um homem mais velho que chefiava a estudante no escritório de advocacia onde ela estagiava. A família relatou comportamento controlador do namorado e afirmou que o homem não comunicou o óbito aos parentes; a mãe soube apenas no dia seguinte, ao ir ao condomínio, quando a síndica informou que o corpo já estava no Instituto Médico Legal (IML).

Ainda de acordo com relatos divulgados, o namorado bloqueou a família nas redes sociais e não compareceu ao sepultamento. Há imagens que mostram os últimos momentos de Isabelle no condomínio, divulgadas pela imprensa.

O jurista enfatizou que atitudes consideradas estranhas ou reprováveis não equivalem automaticamente a culpa penal. “A responsabilidade criminal depende da existência de provas”, afirmou, ressaltando, contudo, que o depoimento da mãe deve ser considerado pelas autoridades e aprofundado na investigação.

Renato Abrantes também citou posicionamento da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE), que pediu celeridade nas apurações e investigação com uma perspectiva de gênero, para verificar se houve motivações relacionadas a violência, controle ou intimidação que possam ajudar a esclarecer os fatos.

Ao concluir sua participação no programa, o jurista cobrou que a justiça atue com rigor na busca pela verdade e responsabilize eventuais autores de crime, independentemente de quem sejam ou do cargo que ocupem.





Com informações de Diariodosertao