Uma comerciante de Campina Grande, na Paraíba, passou a comercializar peças íntimas com os nomes de alguns candidatos que concorrem nas eleições deste ano, ação que rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

A empreendedora relatou que a ideia, considerada por muitos inesperada, não ficou apenas no engajamento virtual: segundo ela, a demanda pelas calcinhas personalizadas teve impacto positivo nas vendas da loja. Clientes chegaram a comentar a intenção de usar as peças como forma de desejar sorte aos candidatos no dia da votação.

De acordo com a responsável pelo empreendimento, a experiência não começou agora: ela já havia testado a venda de lingeries com os nomes do presidente Lula e de Flávio Bolsonaro, obtendo boa aceitação e interação do público. Motivada pelo retorno, decidiu adaptar o produto para os nomes dos postulantes locais na Paraíba.

A proprietária deu detalhes sobre a iniciativa em entrevista publicada nas redes sociais da loja e em matéria divulgada pelo blog de Márcio Rangel. Nas falas registradas, ela explicou que o primeiro teste com nomes nacionais gerou bastante engajamento, o que estimulou a criação das versões direcionadas ao pleito estadual.

O caso transformou as peças em tópico entre internautas, com compartilhamentos e comentários sobre a criatividade da ação de marketing. A comerciante afirmou que, apesar das reações variadas, o movimento trouxe retorno comercial e tornou a loja mais visível durante o período de campanha.

Não há, na divulgação feita pela loja, detalhes sobre quantidades vendidas ou pretensões de ampliar a promoção para outros produtos; a divulgação se concentrou na aceitação do público e no alcance gerado nas redes.

O episódio ilustra uma estratégia de merchandising eleitoral inusitada adotada por uma pequena empresa local, que mesclou personalização de produto com a atmosfera de disputa política presente no período.

Com informações de Jornaldaparaiba