Paralisação termina após publicação de decreto que regulamenta sistema de progressão

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiram pelo fim da greve nesta quinta-feira (9), conforme deliberação tomada em assembleia promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (SINTESPB). A mobilização durou quatro meses.

A paralisação teve início depois do vencimento do prazo estabelecido em um acordo anterior firmado durante outra greve em 2024. Naquele entendimento havia um período de dois anos para a execução das medidas reivindicadas pela categoria; uma vez expirado esse prazo, parte das demandas não havia sido cumprida, o que levou à retomada do movimento paredista.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estavam a implantação do sistema de saberes e competências (RSC) e a redução da jornada para 30 horas semanais sem redução salarial.

Segundo Raquel Melo, coordenadora geral do SINTESPB, a decisão de suspender a greve ocorreu após a publicação de um decreto federal que regulamenta o RSC. De acordo com a dirigente, o sistema reconhece habilidades e experiências dos servidores e viabiliza a progressão salarial.

A coordenadora informou ainda que a aplicação do RSC já começou a ser efetuada nas instituições de ensino, o que motivou a recomposição das atividades. Com a definição tomada na assembleia, os servidores devem retornar aos postos de trabalho na próxima segunda-feira (13).

O sindicato também comunicou que manterá a mobilização para acompanhar e buscar a regulamentação de pontos que ainda permanecem pendentes no termo de acordo da greve anterior. Não foram anunciadas outras alterações no cronograma de atividades além do retorno previsto para o dia 13.

A assembleia do SINTESPB foi o fórum em que foi aprovada a suspensão da paralisação, sem que a entidade detalhasse no pronunciamento público cronograma ou etapas específicas para a conclusão das negociações remanescentes.

Com a decisão, as unidades administrativas e acadêmicas da UFPB devem retomar as rotinas interrompidas durante os quatro meses de mobilização, enquanto o sindicato acompanhará a implementação das medidas acordadas.

Com informações de Jornaldaparaiba